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Cores do Atlántico - Ed. GalegoDia F

Cores do Atlântico - Ed. Português
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Cores do Atlântico - Ed. Português

( Varios )
Precio: 25,00 € (4 % I.V.A. Incluído)

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Em palavras da catedrática de Filologia Camiño Noia: 
“Cores do Atlântico é, em definitiva, uma obra diferente, inovadora, da qual desfrutarão os espíritos abertos; mas é também uma criação transgressora que, talvez, chegue a escandalizar as consciências dos académicos tradicionais que não gostam de inovações. Pois, além da ousadia de dar às mulheres a autoria das composições paralelísticas, a obra subverte a cultura canónica ao fundir a lírica medieval com os ritmos afro-brasileiros. 
Porém, a mestiçagem cultural das composições do velho mundo galego-português vem enriquecer a cultura peninsular com evocadoras sonoridades de mundos distantes que projetam o nosso património galego-português para um futuro de universalidade.”


Um trabalho musical

Do ponto de vista musical a canta-autora brasileira Socorro Lira aborda uma leitura contemporânea da melodia das cantigas integrando as sonoridades galegas, portuguesas, africanas e, especialmente, brasileiras; espaços que partilham o património cultural da lírica galego-portuguesa. Desde os ritmos brasileiros como a ciranda, o samba, o batuque, o baião, o congo, o aboio ou a toada nordestina. 
Com arranjo de Jorge Ribas, Cores do Atlântico integra as sonoridades de três continentes unidos por um património comum: a lírica das cantigas de amigo galego-portuguesas.


Do Brasil, a compositora e cantora Socorro Lira reúne vozes tradicionais como as das Cirandeiras de Caiana de Crioulos, juntamente com as colaborações de Margareth Menezes-a Maga e Cida Moreira. De África, a guineense Eneida Marta empresta a sua cálida voz aos ritmos de Guiné-Bissau como o gumbé, a morna ou a singa. João Afonso e Teresa Paiva introduzem a expressão portuguesa e a sonoridade da gaiteira do Porto. Na Galiza, são as vozes de Leilía e Uxía as que recriam as cantigas que outrora cantaram as mulheres neste território de origem da lírica medieval galego-portuguesa. 

Um trabalho literário

A argumentação teórica assenta sobre a origem de uma tradição oral sustentada por mulheres. Uma tese defendida pela especialista em literatura medieval em línguas românicas e Doutora pela Universidade de Utrech, Ria Lemaire. 
Ria Lemaire, especialista em literatura medieval e Professora da Universidade de Poitiers, escreve um trabalho de divulgação sobre as cantigas de amigo galego-portuguesas, encaradas como as primeiras mostras do património cultural galego-português, que nos chegaram por via culta, mas que são os primitivos cantos de mulheres. 
Ria Lemaire faz uma inovadora leitura do contexto e do significado destas cantigas como expressões de uma tradição oral que se mantém viva no território de origem e nos outros lugares onde chegou, quer por processos de colonização quer levada por emigrantes, mais tarde. 

Um trabalho artístico


O artista galego Quique Bordell faz a sua contribuição plástica através de ilustrações que combinam a colagem e a sobre-impressão, numa proposta vanguardista baseada nas letras das cantigas de amigo. 
Quique Bordell é uma das referências artísticas mais interessantes no panorama da arte galega moderna e a sua obra tem sido relacionada com a de Tápies ou com a de Mestre Dubuffet.




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